domingo, 28 de junho de 2009

Michael Jackson: cibercorpo e o sujeito/múltiplo.

Pensei em postar algo sobre Michael, mas precisava de algo diferente do que a entorpecida mídia propaga. Dentre as possibilidades temáticas, as questões giravam em torno dos bastidores do poder e a estranha fuga de seu médico particular por ocasião de sua morte.
Foi quando recebi este texto de Claudio Xavier, meu mano querido. Ele é Doutor em Tecnologias da Comunicação e Pesquisador sobre imagem, corpo, tecnologia e conhecimento na UFBA (Universidade Federal da Bahia). Veja uma pequena mostra:

Michael Jackson: legado para pensar o cibercorpo e o sujeito/múltiplo.
"Mas o que se pode saber sobre Michael Jackson agora?
No fundo, ele sempre foi virtual. E talvez isto seja uma situação de aprendizagem para os internautas/incautos, dispostos a viver realidades cada vez mais virtuais. Internautas que transferem as leis ou a ausência de leis da realidade virtual para a realidade real (já que o oposto não tem sido verificado). Internautas que, em processos de busca por identificações sucessivas nos múltiplos ambientes virtuais da Internet, se perdem, não geograficamente, mas do corpo que têm, em busca de outro(s) corpo(s) – possíveis apenas numa perspectiva imaginária e ideal de existência, portanto irrealizável.
Assim como houve a construção do artista Michael e do sujeito esquizóide Michael, por si e pela mídia, é possível perceber a construção de “identidades razas” em sujeitos, com e através do uso da Internet e ambientes virtuais – criação de virtualidades razas.".


http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1298

Veja o texto na íntegra, basta clicar o link acima.
PC

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Entre a maldade e a ignorância.


A reportagem deste vídeo que foi ao ar no programa Fantástico em 2008, tem sido motivo de riso de milhares de pessoas na rede, mas na verdade revela a origem das falsas doutrinas e demais fatos constrangedores que às vezes ocorrem no interior da igreja cristã.
Refiro-me a má qualidade e até mesmo ausência da educação cristã em nossas igrejas. Estas, estão mais preocupadas com o crescimento numérico, e influenciadas pela cultura do consumo, própria do capitalismo, acabam negociando alguns valores da fé.
A cada dia surgem novas igrejas com as mais “espetaculares” metodologias de pregação do “evangelho”, conseqüência da má formação teológica de seus líderes. Claro que também existem e não são poucos, os que, apesar dos títulos de pós-graduação em teologia, cometem verdadeiros absurdos e transformam suas igrejas em grandes empresas, “justificando” a crítica de que abrir uma igreja “evangélica” é hoje um grande negócio.
Não tenho dúvida de que a boa educação cristã, é determinante para que a igreja cristã brasileira, venha de fato influenciar positivamente a sociedade. Por enquanto, apesar do grande número de igrejas, falta compromisso com o Reino de Deus e com a transformação social. A história tem revelado ao longo dos anos uma igreja resistente às mudanças e conivente com a ignorância de nosso povo.
Entre a maldade de alguns pastores e a ignorância de outros, a classe dominante agradece!
PC

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sarney não é mesmo pessoa comum.



Esta semana, o Presidente Lula afirmou no Cazaquistão, que as denúncias contra José Sarney, Presidente do Senado, são demasiadas(denuncismo), e que “Sarney tem história suficiente para que não seja tratado como uma pessoa comum”.
Todo mundo ficou indignado com a sugestão do Lula, para que Sarney receba tratamento diferenciado, ameno às acusações... Mas pensando bem, sabe que a frase do Lula pode ser bem aproveitada?
Ora, basta que olhemos para as qualidade de uma pessoa comum, o cidadão brasileiro, que mesmo não exercendo a plenitude de sua cidadania, especialmente no que diz respeito aos direitos básicos e a participação na decisões políticas, é visto como aquela pessoa honesta, boa, trabalhadora, como diz Belchior (veja o clip acima):
“Era um cidadão comum como esses que se vê na rua... Era feito aquela gente honesta, boa e comovida, Que caminha para a morte pensando em vencer na vida...”
O Sarney não tem nada de cidadão comum, é um marajá, ditador, coronel do Maranhão, um entrave para o desenvolvimento deste país. Pior é ver o Lula apoiar este pilantra e se contradizer ao que havia dito a seu respeito:
“Ademar de Barros e Paulo Maluf poderiam ser ladrão, mas eles eram trombadinha perto do grande ladrão que é o governante da Nova República, perto dos assaltos que faz" (Aracajú-Se., 1987).
Aos tucanos de plantão, não fiquem animados, FHC visitava a cozinha de Sarney e ACM, e chegou ao ponto de pedir para que esquecessem o que havia escrito anteriormente, enquanto sociólogo.
Portanto, defendo que o Sarney não receba tratamento de “pessoa comum”, ele merece cadeia e ostracismo político. Vai deixar a vida política sem a missão cumprida, missão de pessoa comum e de bom governante.
PC

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Como preservar a Amazônia?

No último dia 04 de junho, soldados peruanos disparam contra manifestantes que defendiam a preservação da Amazônia e seu uso restrito as populações de origens, 40 pessoas foram mortas.
O Peru assinou o termo de Aliança do Livre Comércio da América (ALCA), incluindo a exploração do solo amazônico daquele país. Isto permitiu maior influência dos EUA e do capital transnacional que tem pressionado os paises que detêm jurisdição sobre a Amazônia para acelerar o processo de exploração da floresta.
Aqui no Brasil, no mesmo dia era aprovada a MP (Medida Provisória) 458 no Congresso. Se for sancionada por Lula, representará grande avanço para destruição da Amazônia, pois regulariza a grilagem de 64 milhões de hectares de terras públicas ocupadas por fazendeiros e Ong’s internacionais.
A Senadora e ex-ministra do meio ambiente, Marina Silva, enviou carta ao Presidente Lula pedindo o veto da MP. Interessante é que tudo isto ocorreu na semana de comemoração do meio ambiente.
Ao contrário dos brasileiros, os peruanos estão resistindo e indo as ruas, fazendo manifestações, tentando resistir aos avanços do império do capital. Se ficarmos ausentes desta luta o fim da floresta ficará mais próximo.
PC