“O intelectual aluga o cérebro, o trabalhador braçal aluga os músculos, e a prostituta vende ilusões.”
Com esta frase, na entrevista ao programa Super Pop de Luciana Gimenez, Oscar Maroni tenta justificar o funcionamento da Boate Bahamas em São Paulo, da qual é proprietário e acusado de manter ali uma rede de prostituição por onde passam cerca de 400 pessoas por dia. São políticos, empresários, juízes, advogados... que pagam caro por algumas horas de prazer com meninas selecionadas, que, cursam faculdade pela manhã e a noite faturam alto, até R$15.000 por mês, dançando seminuas ou mesmo satisfazendo desejos dos clientes.
Oscar fatura cerca de 30 milhões por ano. Já exerceu a função de psicólogo por 6 anos e afirma que o sexo é mera brincadeira e sua casa de show é na verdade um centro terapêutico.
Na entrevista ele fez dura crítica à sociedade, em especial a grande mídia, classificando-a de hipócrita, conservadora e preconceituosa. Diz ser vítima de perseguição, é honesto, gera empregos, faz obras sociais e paga seus impostos. Um detalhe, diz que as meninas trabalham por livre e espontânea vontade. Seus argumentos estão cheios de convicção, afirmações polêmicas e a defesa de que o sexo ali praticado é mera atividade profissional.
Talvez a justiça de São Paulo esteja com os olhos vendados, literalmente. Não por sua característica de imparcialidade, e sim, pelas dificuldades de agir, se não vejamos:
1-Oficialmente, a atividade que o Maroni desenvolve em sua casa é legal, possui alvará de funcionamento, é pública e não difere das milhares existente no país, inclusive Londrina. O cara é muito inteligente e usa argumentos convincentes, até científicos, para desmistificar a atividade sexual.
2-Oscar Maroni tem demonstrado que muita gente importante freqüenta sua casa de shows e ele tem muita coisa filmada. Quem vai brigar com o homem?
Bom, para não me alongar neste artigo do mês, depois farei algumas considerações sobre a evidente repressão sexual em nossa sociedade. Enquanto isto, você pode opinar a respeito das “seções terapêuticas” oferecidas pelo estabelecimento do Maroni, tanto no aspecto da legalidade, quanto da moralidade. E aí, vai encarar?
PC